O Fonte-framework é um modelo operacional único para engenharia de software. Ele
organiza dez metodologias de mercado, de Design Thinking e Lean Inception a Scrum, XP,
Kanban, DevOps, SAFe, Lean IT, ITIL e ITSM, em um sistema coerente: rigoroso o
bastante para governar a qualidade da entrega, leve o bastante para não virar
burocracia. Nenhum dos dez foi inventado por mim. O que é meu é o desenho que faz os
dez conviverem sem se atropelar.
O trabalho se organiza em três pilares permanentes. Descobrir reduz a
incerteza antes de construir. Entregar produz com previsibilidade o
que já foi validado. Operar sustenta o serviço em produção. Entre
eles há três portas, que são os pontos onde alguém decide e registra a decisão. Acima,
uma camada de governança define a direção e o que merece investimento. Abaixo, a
esteira técnica e a cultura sustentam o resto.
A diferença em relação a um processo tradicional não está em um mecanismo só. Está em
entregar em pedaços, em vez de guardar tudo para uma virada de chave no fim. Está em
validar a hipótese antes de gastar engenharia com ela, porque o erro mais caro de um
projeto é descobrir na entrega que ninguém queria aquilo. Está em controlar a cadência
do time, de forma que o ritmo seja combinado e não descoberto no meio do caminho. E
está em fechar o ciclo: o que a operação aprende volta para a descoberta, de 30 a 90
dias depois da entrega, que é o que separa uma organização que comemora entrega de uma
que sabe se entregou valor.
Meu papel
Desenhei o modelo inteiro, a partir do que vivi: anos de acerto e de erro em projeto
real, somados ao estudo dos métodos que já existiam. Respondo por ele na operação, e a
parte difícil não é o desenho, é alocar o time certo para que ele funcione, com cada
papel tendo valor real para entregar. Não é uma pessoa por papel: em time pequeno, o
mesmo profissional acumula papéis, e é isso que permite o modelo servir tanto a uma
squad quanto a uma estrutura inteira. Está em uso na engenharia da Sesatech.